Arte ou Bagunça?

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Jornalista e escritor fala das manifestações que ocorreram em museus brasileiros.

 

A direita, jornalista Heitor Ferraz de Mello posa com Otávio Rodrigues e a apresentadora Renata Câmara.

Existe um limite para a arte?

Recentemente, duas exposições no Brasil foram alvo de manifestações promovendo, de acordo com os críticos, apologia à zoofilia e pedofilia, além de ofender símbolos religiosos.

A primeira se trata da exposição Quuermuseu – Cartografia da Diferença na Arte Brasileira, que estava em cartaz no Santander Cultural, em Porto Alegre, cancelada após uma onda de protestos. Depois, em São Paulo, no MAM – Museu de Arte Moderna, a performance do artista fluminense Wagner Schwartz gerou muita polêmica após a divulgação do vídeo de uma criança interagindo com o artista nu.

Com o intuito de entender essa onda de polêmica no mundo da arte, o estagiário Otávio Rodrigues (3º ano de Jornalismo), do Bom Dia Gazeta, conversou com o jornalista Heitor Ferraz de Mello, autor dos livros de poesia Coisas Imediatas (1996-2004) e Um a Menos (2004).

Durante o bate-papo, Heitor explicou a razão de ter interpretado a reação da população com espanto, se os museus estão corretos em entregar mostras como estas aos espectadores, a proposta apresentada na performance no MAM e o real intuito de obra de arte moderna.

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